Da filosofia de Interestelar
Assim como a obra abaixo, marcada pela escassez de formas bem definidas - mas como dar formas bem definidas ao que nos é, ainda, desconhecido? -, Interestelar, relançado nos cinemas recentemente, também é um espetáculo de formas visuais deslumbrantes, mas de fracos contornos filosóficos. São fracos não somente por disporem de uma contradição que exporemos logo a seguir, mas também por se tratarem de negações do Ser - não ousaremos, portanto, chamar tais ideias de fundamentos, pois são negações de fundamentos. Antes de dizer mais a respeito da contradição que notei no filme, vou me dar o direito de apresentar, aqui, o diabo que aparece a Ivan Fiodorovitch, em Irmãos Karamázov. Diz-lhe, então, o diabo: "[...] Na minha opinião não é preciso destruir nada; basta destruir na humanidade a ideia de Deus; é por aí que devem começar, cegos que não compreendem coisa alguma! [...] Um orgulho titânico, divino, elevará a alma do homem, que se transformará em homem-deus. Triunfando ...